sexta-feira, 23 de outubro de 2009

24 horas on.

Fico a observar a tal geração coca-cola, dou uma espiada na geração dos meus pais, mas prefiro ficar na minha. Embora em esferas diferentes, os traumas, medos e incertezas continuam, mas algumas coisas mudaram para a pior, como a quantidade de atrocidades.


Fui uma criança que pude brincar com outras crianças iguais a mim, subir em árvores, brincar com bonecas, brincar de pega-pega, em fim fui criança e posso dizer que tive uma infância feliz.


Hoje na flor dos meus dezoito anos, percebo que nem tudo mudou tanto assim, por exemplo, os crimes... A diferença é que hoje somos ‘bem informados’: sabemos quem são, onde estão o que roubam e pra onde levam; ninguém engana mais ninguém. É uma nova vida: tudo o que esta perdido é encontrado na Internet, esmiuçado, repetido milhões de vezes e com milhões de internautas alienados discutindo sobre isso em sala de bate-papos, twisters ou em outros web sites do momento, o que importa é que a ordem de acesso não altera o longin.


E Quando se trata de Guerras? O mundo está globalizado meu bem! E sabemos a hora em que o primeiro míssil foi disparado e ainda podemos ver a destruição que causou. Às vezes até acho inacreditável que, deitada no meu sofá posso ver o estrago em que a tal guerra santa que ocorre frenquetemente nos países árabes causou e até o ultimo suspiro do tal ditador que foi enforcado, para variar, tudo termina na internet, pois se não caiu na rede pode ter certeza que nem começou ainda...


Quando minha avó poderia imaginar em ver a hora ‘agá’ do terror nas ‘torres gêmeas’ e receber o passo a passo de tal tragédia?Ela nunca imaginaria que poderia ver crianças ficando, se drogando e até mesmo sendo prostituidas, Hai! Hai! Ela nunca imaginou ver tantas coisas!


Enquanto eu não consigo me acostumar com esta necessidade esarcerbada de se criar uma identidade digital, uma vida virtual, uma realidade de informações sem seleção ou censura, em fim não ser humano e sim Orkut, MSN, BLOG, FLOG e por ae vai... Basta criar uma conta e senha, pronto aguarde que a pagina esta sendo carregada.

Hoje em dia tudo o que uma criança deseja é: Um baita computador, com mil jogos atiçando mais violência ou sexo explícito pra ficarem olhando e aprendendo rapidinho, que sexo é uma coisa e que amor em tempos de simple life já não conta muito. Pois o tempo para os internautas é curto de mais e precisamos atualizar nossos álbuns, nossos comentários na foto do carinha mais bonito ou então naquela foto fake (da menina feia, mas que na foto saiu linda), sem contar que o Quem Sou Eu? Muda a todo instante como se a tal pessoa não tivesse uma personalidade definida ou estivesse ali para se encontrar, POXA! É interatividade demais pro meu gosto.


Diante de tanta tecnologia, o que mais o homem pode querer da vida? Já conseguiu se tornar um ser virtual criou até um linguajar típico dos internautas que dizem vc e pq entre outros... Talvez ainda não conseguimos configurar o que está precisando de uma atualização : O BOM SENSO . Mas mesmo assim decidiram fazer uma reforma na nossa língua.Lamento informar que não precisava, pois a mudança já está feita e vai de vento em popa!


Escrito por: Thais Gouveia

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Divã

Eu, às vezes me subtraio;
Outras me divido;
Quem sabe me multiplique...
Ou apenas some.
Talvez se eu sumisse desse porto;
Que deixou de ser seguro;
Que deixou de ser meu. E passou a ser sozinho.
Talvez se olhássemos alem dos olhos, e enxergássemos a menina...
Tudo séria diferente. Enquanto isso...
Continuo sendo eu;
Tão singular, a procura de uma pluralidade.

Escrito por : Thais Gouveia.

A melhor idade


Andando a procura de algo inusitado para tirar AQUELA FOTO, encontrei um velhinho, quietinho e sentado no banco de uma escola.
parei, perguntei a ele se eu poderia registrar aquele momento e ele permitiu. Fiquei depois, horas...Admirando aquele rosto, aquelas marcas e isso me levou a escrever. Quero falar dos registros que a vida deixa em nós as vezes são marcas profundas ou não, outras vezes são apenas lembranças... De um tempo que não volta mais, de alegrias vividas.
o velhinho parecia que estava pensando como se estivesse para no tempo ou o tempo parado nele,ele olhava para um horizonte, ainda desconhecido por mim.
Parecia lembrar de algo singular da sua vida, em quanto eu ali com a minha máquina fazia ele participar da pluralidade dos meus 18 anos.

Eu não sou de plástico

Cirurgia plástica é coisa normal de mais, já se passou o tempo em que as pessoas tinham medo. O futuro já é passado, num VAPT-VUPT a criatura já fez!Parece que ninguém gosta do jeito que se encontra seus cabelos, olhos, nariz, boca e etc. Com o que a natureza esculpiu.

Os lábios que tenho visto por aí, não são mais lábios; dá para chamar de várias coisas, menos de lábios e não se vê mais sorriso ou gargalhada, é só um “HÁ-HÁ-HÁ” travado, mais fechadinho...

Será que as mulheres não se dão conta de que esse preenchimento, essa coisa artificial é horrível? Será que só os lábios de Anjelina Jolie que é alta, com rosto largo, com olhos grandes e boca proporcional pode ser referência para todas nós? Só os lábios dela são sensuais?

Ontem vi uma vitima na televisão que não tinha uma boca e sim um desentupidor de pia, fiquei pensando se ela estava realmente feliz com aquilo ou não, pois além de ter ficado com cara de menina amarela a boca não fechava. Aquilo me impressionou e fui á internet pesquisar sobre a vida da criatura, pois não acreditei que um ser humano em plena faculdade mental teria coragem de deixar-se ser mutilada daquela maneira. MAS ERA A MAIOR BOCA DE TODOS OS TEMPOS! Jamais a natureza esculpiria aquilo em um rosto pequeno.

Sei que nos tempos de minha avó e minha mãe a moda era rostos extremamente delicados, com lábios finos e rosados o que dava um ar angelical e indefeso as moças, enquanto hoje a moda já não é ter lábios e sim uma inchação.

Fico me perguntando a essas alturas, porque essa imitação desenfreada, tanta busca para ser outro? Parece que ninguém esta contente consigo, muitas querem o bumbum da mulher melancia, a boca de Angelina, os seios iguais aos da protagonista da novela das oito, os dentes idênticos ao DAQUELA modelo, os cabelos e as pernas semelhantes aos das outras que passam na televisão.

PÔ É BRINCADEIRA! Isso não é caso de cirurgia, é caso de se resolver em um divã, deve ser a síndrome do vazio ou algum tipo de demência; precisamos aumentar a nossa auto-estima na base do bisturi como se os nossos medos, anseios, problemas e muitas vezes depressão se resolvessem na sala de cirurgia.

É uma insatisfação desenfreada, conheço algumas pessoas que tem deficiências mentais e físicas, mas mesmo assim são realizadas afetivamente, uma lição de vida. Enquanto as beldades biônicas, com tudo no lugar exceto a cabeça estão carentes, solitárias, queixosas e depressivas, ocupando lugar no horário nobre da TV e enchendo o saco.

Lembrem do caso de Michael Jackson: queria ter o rosto da COLEGA e ficou com um nariz impossível de respirar, sem contar que o maxilar ficou horroroso, resumindo... Tornou-se um mutante. Em teoria era para ser: um negro bonito, saudável e talentoso; já na prática: doente, frágil e esquisito, assim como ele esta cheio de casos semelhantes por esse mundo a fora.

Não sou contra as cirurgias, para correção tudo bem, mas o que eu vejo são homens e

mulheres exagerando, se entupido de botox e próteses, deformando a sua natureza a procura de uma beleza industrial e plastificada (QUE NÃO SE ENCONTRA NOS SUPERMERCADOS) AINDA...

Tanta gente precisando de uma cirurgia séria, precisando de um doador, enquanto outras se arriscam por uma boca mais carnuda e terminam ficando com um aleijo no rosto. EU VI E VALHA-ME DEUS!

Escrito por : THAIS GOUVEIA DE OLIVEIRA.